quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Saúde

Vacinação infantil: por que manter a caderneta atualizada no Maranhão

Manter a caderneta de vacinação infantil atualizada é uma das principais formas de proteger crianças contra doenças graves. Veja como conferir as doses, o que fazer em caso de atraso ou perda do documento e como acessar a versão digital no Maranhão.

A vacinação infantil é uma das principais formas de proteger crianças contra doenças que podem causar complicações, hospitalizações, sequelas e mortes. No Brasil, o acompanhamento das doses é feito por meio da Caderneta da Criança e do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Manter a caderneta atualizada permite verificar se a criança recebeu as vacinas indicadas para a idade, identificar doses pendentes e evitar que atrasos deixem o esquema de proteção incompleto. A orientação vale para crianças de todas as regiões do país, incluindo o Maranhão.

O Ministério da Saúde recomenda que os responsáveis procurem regularmente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para conferir a situação vacinal. A vacinação de rotina está disponível durante todo o ano, de acordo com as normas do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Confira as orientações oficiais do Ministério da Saúde. (gov.br)

Por que a vacinação infantil precisa estar em dia

As vacinas estimulam o sistema imunológico a desenvolver proteção contra determinadas doenças antes que a criança seja exposta a elas. Quando as doses são aplicadas nas idades e nos intervalos recomendados, o organismo tem melhores condições de construir uma resposta imunológica adequada.

Na infância, algumas vacinas precisam de mais de uma dose para completar o esquema. Também há doses de reforço previstas em determinadas fases do desenvolvimento. Por isso, receber apenas parte das vacinas não significa que a proteção esteja completa.

O calendário nacional inclui vacinas contra doenças como tuberculose em suas formas graves, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, rotavírus, doenças pneumocócicas, meningite, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela e influenza, entre outras, conforme a idade e as recomendações vigentes.

A imunização também contribui para reduzir a circulação de vírus e bactérias na comunidade. Isso ajuda a proteger pessoas que não podem receber determinadas vacinas ou que apresentam maior risco de complicações, como bebês muito pequenos e indivíduos com algumas condições de saúde.

O que é a Caderneta da Criança

A Caderneta da Criança é um documento usado pelas famílias e pelos profissionais de saúde para acompanhar informações importantes desde o nascimento até os 9 anos de idade. Ela reúne registros de vacinação, crescimento, desenvolvimento e outros cuidados relacionados à saúde infantil.

Na parte destinada às vacinas, devem ser anotadas as doses aplicadas, as datas e, conforme o registro adotado pelo serviço de saúde, informações sobre o imunizante utilizado. Esses dados permitem que a equipe avalie o histórico da criança e indique as próximas etapas.

A caderneta deve ser guardada junto aos documentos da criança e levada às consultas, atendimentos em unidades de saúde e campanhas de vacinação. O documento também pode ser solicitado em situações como viagens, matrícula ou acompanhamento de serviços públicos, conforme as exigências de cada instituição.

O Ministério da Saúde informa que a ausência do cartão de vacinas não impede a aplicação das doses indicadas. Em caso de perda, a família pode solicitar uma nova via e deve procurar a unidade de saúde para verificar os registros disponíveis. (gov.br)

Quais vacinas aparecem no calendário infantil

O Calendário Nacional de Vacinação organiza as doses de acordo com a idade e a situação de cada criança. No calendário de 2026, por exemplo, estão previstas vacinas desde o nascimento, como BCG e hepatite B, além de doses iniciadas nos primeiros meses de vida.

Aos 2 meses, o calendário prevê, entre outras, a primeira dose das vacinas pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus e pneumocócica. Nos meses seguintes, entram doses adicionais e vacinas como a meningocócica, de acordo com os intervalos recomendados.

Ao longo da infância, também são previstas doses ou reforços contra febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, hepatite A, influenza, covid-19 e outras doenças, conforme a faixa etária, o histórico vacinal e as atualizações do calendário oficial.

As recomendações podem ser modificadas por mudanças técnicas, situação epidemiológica, disponibilidade de imunizantes e condições específicas de saúde. Por isso, não é indicado utilizar listas antigas encontradas em redes sociais ou seguir orientações sem confirmação do serviço de saúde.

O calendário oficial considera crianças de 0 a 9 anos, 11 meses e 29 dias. A versão atualizada deve ser consultada no portal do Ministério da Saúde ou diretamente com a equipe da UBS. (gov.br)

O que fazer quando há vacina atrasada

O primeiro passo é levar a criança a uma unidade de saúde para avaliação da caderneta. A equipe verificará quais doses foram aplicadas, quais estão pendentes e quais intervalos precisam ser respeitados.

Em geral, a orientação do Ministério da Saúde é procurar a unidade mesmo quando houve atraso. As doses recebidas anteriormente devem ser consideradas, e o profissional definirá a forma de completar o esquema conforme a idade e o histórico da criança.

Não é necessário reiniciar automaticamente todo o calendário por causa de um atraso. No entanto, a decisão sobre quais vacinas serão aplicadas e em que momento deve ser feita pelos profissionais responsáveis, porque depende do imunizante, da idade, das doses já registradas e das regras vigentes.

Algumas vacinas possuem limites de idade ou prazos específicos. O rotavírus, por exemplo, tem períodos determinados para a aplicação das doses. Por isso, a família deve evitar esperar a próxima campanha quando existe uma dose de rotina pendente.

Também é importante não aplicar por conta própria vacinas compradas em locais diferentes sem apresentar o comprovante à equipe de saúde. O registro correto ajuda a evitar duplicidades, confusões entre produtos e falhas no acompanhamento.

Como atualizar a caderneta no Maranhão

No Maranhão, os responsáveis devem procurar a Unidade Básica de Saúde de referência do município onde moram ou outro serviço do SUS que ofereça vacinação. A disponibilidade de determinados imunizantes e os horários de atendimento podem variar entre os municípios.

Para o atendimento, é recomendável levar a Caderneta da Criança ou o cartão de vacinas, além de um documento da criança, quando disponível. Se houver registros de vacinação feitos em clínicas particulares, escolas, maternidades ou outros serviços, esses comprovantes também podem ajudar na avaliação do histórico.

A Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão tem apoiado estratégias de ampliação do acesso, incluindo ações de vacinação em escolas e creches em parceria com municípios e com a Secretaria de Estado da Educação. Essas iniciativas podem facilitar a atualização da caderneta, mas não substituem o acompanhamento regular na unidade de saúde. (saude.ma.gov.br)

Como campanhas e ações especiais podem ter períodos, locais e públicos definidos pelas autoridades de saúde, os responsáveis devem buscar informações nos canais oficiais da prefeitura, da secretaria municipal de saúde ou da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão.

É possível acompanhar as vacinas pelo celular?

O Ministério da Saúde disponibiliza a Caderneta Digital da Criança no aplicativo Meu SUS Digital. Para acessar o recurso, é necessário entrar no aplicativo com a conta Gov.br, selecionar a opção “Caderneta da Criança” e adicionar o perfil da criança, conforme as orientações do sistema.

A versão digital pode ajudar a acompanhar o histórico e o calendário, mas os registros dependem das informações inseridas ou integradas aos sistemas de saúde. Por isso, a caderneta impressa deve continuar sendo guardada, e eventuais divergências precisam ser conferidas com a equipe da unidade de vacinação.

O acesso digital não substitui a avaliação de um profissional. Quando houver dúvida sobre dose, intervalo, reação anterior ou condição de saúde, a família deve procurar o serviço de vacinação antes de tomar qualquer decisão.

Veja como acessar a Caderneta da Criança pelo Meu SUS Digital. (gov.br)

Cuidados antes e depois da vacinação

Antes da aplicação, informe à equipe se a criança tem alguma doença, usa medicamentos, apresentou reação importante a uma dose anterior ou possui condição que exija acompanhamento especializado. Essas informações ajudam o profissional a avaliar a situação e seguir as orientações técnicas.

Depois da vacinação, a criança pode apresentar reações leves e temporárias, dependendo do imunizante, como dor no local da aplicação, vermelhidão, febre baixa ou irritabilidade. A família deve observar a criança e seguir as orientações recebidas no serviço de saúde.

Reações intensas, sintomas persistentes ou qualquer preocupação devem ser comunicados à unidade onde a vacina foi aplicada ou avaliados por um serviço de saúde. Em situações de emergência, é necessário procurar atendimento imediatamente.

Não se deve deixar de vacinar por causa de informações compartilhadas sem fonte confiável. Também não é recomendável administrar medicamentos antes ou depois da dose sem orientação profissional.

Checklist para os responsáveis

  • Verifique regularmente se a Caderneta da Criança está preenchida.
  • Leve o documento a consultas, campanhas e atendimentos em unidades de saúde.
  • Confira se há doses pendentes para a idade da criança.
  • Procure a UBS mesmo quando alguma vacina estiver atrasada.
  • Apresente comprovantes de doses aplicadas em outros serviços.
  • Atualize os registros quando a criança receber uma nova dose.
  • Consulte apenas o calendário oficial e os canais das autoridades de saúde.
  • Informe à equipe sobre doenças, medicamentos e reações anteriores.

Manter a vacinação infantil em dia é um cuidado contínuo. No Maranhão, como em todo o país, a família pode contar com a rede do SUS para conferir a caderneta, esclarecer dúvidas e completar o esquema recomendado para cada criança. A melhor conduta diante de atraso, perda do documento ou incerteza sobre uma dose é procurar uma unidade de saúde e levar todos os registros disponíveis.