quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Saúde

Exposição prolongada ao sol no Maranhão exige proteção adequada

A exposição prolongada ao sol, comum em atividades de trabalho e lazer, pode causar queimaduras, desidratação, insolação, envelhecimento precoce e aumentar o risco de câncer de pele. Veja como se proteger de forma adequada.

A exposição prolongada ao sol exige cuidados durante todo o ano, especialmente em regiões de clima quente e com forte presença de atividades ao ar livre. No Maranhão, trabalhadores, estudantes, agricultores, pescadores, vendedores, atletas e pessoas que frequentam praias, rios, praças e outros espaços abertos podem passar muitas horas sob a radiação ultravioleta.

O excesso de sol pode provocar vermelhidão, dor, ardência, descamação e bolhas na pele. Também pode contribuir para desidratação, insolação, envelhecimento precoce, lesões nos olhos e aumento do risco de câncer de pele. A proteção solar, portanto, não deve ser limitada aos dias de praia ou aos períodos de férias.

De acordo com o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer, a prevenção envolve evitar a exposição desnecessária, principalmente nos horários de maior intensidade dos raios ultravioleta, e combinar diferentes formas de proteção.

Por que a exposição prolongada ao sol exige atenção

A radiação ultravioleta pode causar danos imediatos e cumulativos. Uma exposição intensa pode resultar em queimadura solar, enquanto a repetição do contato sem proteção adequada aumenta os efeitos acumulados ao longo da vida.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil. Entre os fatores de risco estão a exposição prolongada e repetida ao sol, o trabalho ao ar livre, a presença de histórico pessoal ou familiar da doença e a maior sensibilidade aos raios solares. Pessoas de pele clara podem apresentar risco elevado, mas a proteção é necessária para todos os tons de pele.

A infância e a adolescência também merecem atenção. Segundo o INCA, a exposição excessiva durante os primeiros anos de vida pode contribuir para o aumento do risco de câncer de pele na idade adulta ou na velhice. Por isso, os cuidados devem fazer parte da rotina familiar desde cedo.

Evite o sol entre 10h e 16h

Uma das principais recomendações das autoridades de saúde é evitar a exposição direta entre 10h e 16h, período em que a radiação ultravioleta tende a ser mais intensa. Quando não for possível alterar o horário de uma atividade, é importante reduzir o tempo sob o sol e reforçar as barreiras físicas.

Buscar áreas cobertas, como marquises, toldos, barracas e espaços com sombra, ajuda a diminuir a exposição direta. A sombra, porém, não elimina completamente a radiação refletida por superfícies como areia, água, concreto e outras áreas claras. Por isso, deve ser combinada com roupas, chapéu, óculos e protetor solar.

Em atividades de lazer, a recomendação é planejar os períodos ao ar livre para o início da manhã ou o fim da tarde, quando possível. No trabalho, a organização das tarefas e das pausas também pode contribuir para reduzir o tempo contínuo sob o sol.

Como usar o protetor solar corretamente

O protetor solar é uma das ferramentas de proteção, mas não deve ser utilizado como autorização para permanecer por mais tempo exposto ao sol. O produto precisa ser aplicado em quantidade adequada e reaplicado durante a exposição.

Uma orientação disponível na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde é aplicar o produto antes da exposição, seguindo as instruções da embalagem, e reaplicar a cada duas horas enquanto houver permanência ao sol. A reaplicação também deve ocorrer depois de entrar na água, praticar atividade física, nadar ou transpirar intensamente.

É importante espalhar o produto nas áreas que ficam descobertas, sem esquecer orelhas, nuca, pescoço, mãos, pés, ombros e lábios. O protetor labial com proteção solar pode ser usado para ajudar a proteger essa região.

Mesmo produtos resistentes à água precisam ser reaplicados. O contato com água, suor, toalhas e roupas pode reduzir a camada formada sobre a pele. Também é necessário verificar a validade, as condições de armazenamento e as recomendações de uso do fabricante.

Em caso de pele sensível, alergias, doenças dermatológicas, uso de medicamentos ou dúvidas sobre qual produto utilizar, a orientação deve ser buscada com profissional de saúde. O protetor solar não substitui roupas adequadas, chapéus, óculos e sombra.

Roupas, chapéu e óculos ampliam a proteção

As barreiras físicas são especialmente importantes para quem trabalha ou permanece muitas horas ao ar livre. Camisas de mangas longas, calças compridas, tecidos que cubram bem a pele e peças com proteção contra raios ultravioleta podem reduzir a área diretamente exposta.

O chapéu de aba larga ajuda a proteger o rosto, as orelhas, a nuca e parte do pescoço. Bonés oferecem cobertura mais limitada e, em determinadas atividades, podem ser insuficientes para proteger as laterais da cabeça e as orelhas.

Os óculos escuros devem oferecer proteção contra a radiação ultravioleta. O acessório ajuda a reduzir a exposição dos olhos e das áreas próximas às pálpebras. Óculos sem proteção adequada podem não cumprir essa função, por isso é importante observar as informações do produto e comprar em estabelecimentos confiáveis.

Durante atividades na água ou em locais com areia, a atenção deve ser redobrada. A reflexão da radiação pode aumentar a exposição, mesmo quando a pessoa está sob uma cobertura parcial.

Cuidados para quem trabalha ao ar livre

A proteção solar ocupacional deve ser incorporada à rotina de trabalhadores rurais, pescadores, profissionais da construção civil, agentes de campo, entregadores, vendedores ambulantes, garis, jardineiros e outras pessoas que atuam em áreas abertas.

Sempre que possível, as tarefas mais pesadas ou prolongadas devem ser organizadas fora dos horários de maior radiação. Pausas regulares em locais protegidos, acesso à água potável e uso de roupas adequadas ajudam a reduzir os efeitos do calor e do sol.

Empregadores também devem avaliar as condições de trabalho e adotar medidas de prevenção compatíveis com a atividade. A disponibilidade de áreas de descanso, proteção coletiva contra o sol e orientação sobre o uso correto dos equipamentos pode diminuir os riscos.

O protetor solar deve ser visto como parte de um conjunto de medidas, e não como a única forma de prevenção. Em determinadas ocupações, a roupa, o chapéu e a sombra podem oferecer proteção contínua durante períodos em que a reaplicação do produto é difícil.

Proteção em dias nublados

A presença de nuvens não significa ausência de radiação ultravioleta. Por isso, os cuidados devem ser mantidos mesmo quando o céu está encoberto ou quando a temperatura parece mais amena.

Também é necessário lembrar que a sensação de calor não mede sozinha a intensidade da radiação. Uma pessoa pode sofrer danos na pele em um dia com temperaturas mais baixas, principalmente quando permanece por muitas horas ao ar livre sem proteção.

A rotina de proteção deve considerar o tempo de exposição, o horário, o tipo de atividade, a presença de água ou areia e as características individuais da pele.

Como reconhecer queimadura solar e insolação

A queimadura solar pode causar vermelhidão, dor, ardência, sensibilidade, descamação e bolhas. Quando surgirem bolhas extensas, dor intensa, febre, mal-estar ou sinais de infecção, é necessário procurar atendimento de saúde.

A insolação está relacionada ao excesso de calor e à exposição prolongada, podendo provocar dor de cabeça, tontura, fraqueza, náusea, confusão, pele quente e alterações na temperatura corporal. O Ministério da Saúde orienta evitar a permanência no sol nos horários mais quentes, beber líquidos e buscar um local fresco e protegido.

Em situações de confusão mental, desmaio, dificuldade para respirar, convulsão, piora rápida ou ausência de resposta, deve-se acionar o serviço de emergência. Enquanto aguarda ajuda, a pessoa deve ser levada para um ambiente fresco, sem exposição direta ao sol, e não deve receber medicamentos por conta própria.

Sinais na pele precisam ser observados

A observação regular da pele ajuda a identificar alterações que devem ser avaliadas por um profissional. Manchas que coçam, descamam ou sangram, pintas que mudam de tamanho, forma ou cor e feridas que não cicatrizam podem ser sinais de alerta.

O Ministério da Saúde recomenda procurar atendimento especializado diante desses sinais. O diagnóstico depende de avaliação clínica e, quando indicado, de exames como dermatoscopia e biópsia.

A tatuagem pode dificultar a visualização de alterações na pele. Por isso, manchas ou feridas em áreas tatuadas também devem ser observadas e informadas ao profissional de saúde.

Checklist de proteção para atividades ao ar livre

  • Evite a exposição direta entre 10h e 16h, sempre que possível.
  • Procure sombra, áreas cobertas e locais ventilados durante as pausas.
  • Use protetor solar conforme as instruções da embalagem.
  • Reaplique o produto a cada duas horas e após água, suor intenso ou atividade física.
  • Proteja o rosto, as orelhas, a nuca, as mãos, os pés e os lábios.
  • Use chapéu de aba larga, roupas que cubram a pele e óculos com proteção ultravioleta.
  • Beba água regularmente, principalmente durante trabalho ou exercício ao ar livre.
  • Não ignore sinais de queimadura intensa, insolação ou alterações persistentes na pele.
  • Procure atendimento de saúde quando houver sintomas importantes ou dúvidas sobre uma lesão.

A prevenção depende da combinação de hábitos simples e constantes. Reduzir o tempo de exposição, escolher horários mais seguros, buscar sombra e usar proteção adequada são medidas que ajudam a preservar a pele e a saúde durante as atividades no Maranhão e em qualquer outra região.